terça-feira, 13 de julho de 2010

Inimigos do potencial


Silvio Galli
Publicado em 12.07.2010

"Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.... Levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. De modo que, em nós, opera a morte, mas, em vós, a vida. Tendo, porém, o mesmo espírito da fé,como está escrito: Eu cri; por isso, é falei. Também nós cremos; por isso, também falamos." II Coríntios 4: 7,10 -13



Vasos de Barro
Vemos na Bíblia relatos extraordinários que foram realizados por pessoas simples e comuns. Pessoas que não tinham nada de extraordinário, mas que foram instrumentos para realizarem feitos que nunca foi visto ou ouvido.
Personagens que maximizaram o potencial:

- um homem conseguiu através de sua liderança conduzir mais de três milhões de pessoas pelo deserto, sustentá-los por 40 anos, atravessar no meio de um grande mar e conduzí-los à uma terra maravilhosa.

- Outro homem conseguiu através de sua oração fazer o sol parar e com apenas gritos e trombetas derrubar uma das fortalezas do mundo antigo, considerada quase indestrutível.

- Ainda outro com apenas 300 soldados amedrontados vencerem um Exército poderoso de 135 mil guerreiros.

- Um adolescente raquítico e ruivo sem nenhum treinamento militar, consegue vencer numa batalha desigual um grande gigante com apenas um estilingue e cinco pedrinhas. Este homens viveram o que está escrito em Efésios 3:20.
O trabalho do destruidor
O mundo é perito em abortar o potencial. Não fará nada para ajudá-lo a revelar e usar seu eu oculto, mas também irá, provavelmente, desanimá-lo, medindo seus esforços contra os padrões de sucesso - padrões que ele produziu, porque o mundo não sabe o que é o verdadeiro sucesso.
Tenha cuidado com estes padrões e com as palavras depreciativas daqueles que vivem por esses padrões porque, se você permitir, eles irão minar sua jornada.

Você é responsável por liberar seu potencial. Ninguém mais pode ou irá fazê-lo por você.
Liberar um pouco do potencial, no entanto, não significa que você liberou todo seu potencial. Liberar todo o potencial exige que você o descubra, proteja, cultive e compartilhe, obedecendo às leis da limitação relativas a ele. Estes são pontos-chave para a maximização do potencial. Muitas vezes aquilo que deveria ocorrer não acontece, porque em algum lugar entre o sonho e sua realização nossas grandes aspirações são esmagadas e destruídas. Este é o trabalho do destruidor.
Os principais inimgos do potencial:
1 - DESOBEDIÊNCIA: Desobediência é quando entendemos algo da parte de Deus e não fazemos ou continuamos no mesmo erro. A Bíblia repetidamente declara que a desobediência retém as bênçãos de Deus e derrama abundantemente Suas maldições sobre nós. Isso é verdade, porque a desobediência traz para nossas vidas as conseqüências naturais (ordenadas por Deus) de nossas ações.
Jonas aprendeu as conseqüências da desobediência quando embarcou em um navio na direção oposta da cidade para a qual Deus o estava enviando. Quase perdeu sua vida por afogamento.
A desobediência sempre desperdiça o potencial e retarda a realização dos objetivos. Você não pode persistir na desobediência e maximizar seu potencial. Para maximizar, sua vida deve se submeter à vontade de Deus em tudo.

2 - PECADO: Embora os efeitos da desobediência e do pecado sejam semelhantes, o pecado é uma doença mais primária, porque é uma total rebelião contra a conhecida vontade de Deus, ou em outras palavras, uma declaração de independência de sua Fonte.

O resultante afastamento de Deus destrói o potencial, porque não podemos conhecer a Deus se não tivermos Seu Espírito. Ele é a senha para destravar seu potencial. O pecado, fundamentalmente, diz: "Eu sei como dirigir minha vida melhor do que você, Deus".
Destruir seu relacionamento com Deus através do pecado é sempre suicídio. Você não pode se tornar quem Deus o criou para ser, persistindo em se rebelar contra Ele. Sem o Espírito de Deus vivendo e trabalhando no seu interior, você morrerá com seu potencial. O pecado tampa o poço do seu potencial. Para maximizar sua vida você deve evitar se comprometer com o pecado.
3 - MEDO: Medo é não ter fé no impossível. É enfatizar tudo que poderia dar errado em vez de tudo que poderia dar certo. Por exemplo, apesar de acidentes realmente acontecerem e os carros precisarem ser cuidadosamente mantidos e conduzidos, o medo que nos impede de dirigir um automóvel imobiliza nosso potencial, porque limita rigorosamente onde podemos ir.
É bem provável que Davi estivesse com medo quando enfrentou o gigante Golias com um estilingue e cinco pedras na sua juventude. Todavia, ele dominou seu medo confiando em Deus, em vez de pensar em tudo que poderia dar errado, libertou os israelitas da opressão de seus inimigos e honrou o nome de Deus.
Sua fé em Deus o estimulou a ir além da timidez em direção ao poder. Medo é considerar Golias demasiadamente grande para ser atingido. Fé é ver Golias demasiadamente grande para não acertá-lo. Paulo escreveu para Timóteo sobre esta capacidade de ir além do medo (II Tm.1.6-7).
A fé, nosso modo de operação dado por Deus, combate o medo e estimula a maximização do potencial. Quem teme tentar nunca saberá o que poderia ter feito. Quem teme a Deus não tem nada a temer. Para maximizar sua vida você deve neutralizar o medo com a fé. No Salmo 27:1-3 o salmista expressa sua confiança em Deus.
4 - DESÂNIMO: A maior parte das coisas de valor exige paciência e perseverança. Nenhum pianista toca perfeitamente na primeira vez que põe a mão nas teclas, nem um atleta vence uma corrida na primeira vez que corre. Existem muitos momentos de desânimo entre uma experiência inicial e o aperfeiçoamento de uma habilidade.
Infelizmente, muito potencial é sacrificado no altar do desânimo. Talvez você tenha experimentado este inimigo quando notas musicais demasiadamente tristes dificultaram sua ambição de praticar, ou, a incapacidade de ganhar um prêmio o tenha tirado da corrida. Mas reproduzir a música até acertar e correr diariamente são os únicos caminhos para concretizar seu potencial.
Os pianistas de concerto e os atletas olímpicos não nascem assim. Eles vão além dos momentos de desânimo a fim de aperfeiçoar suas habilidades naturais. A mesma atitude é requerida de você para maximizar seu potencial. Deus não irá lhe dar um sonho a menos que Ele saiba que você tem os talentos, capacidades e personalidade para realizá-lo. Suas ordens revelam o potencial que Ele lhe deu antes de seu nascimento.
Ainda que esteja se sentido desanimado para concluir a tarefa, deve começá-la. Faça o que precisa ser feito, não importa quão difícil ou impossível às ordens de Deus pareçam. Então, o desânimo não terá oportunidade de destruir seu potencial. Para maximizar sua vida você deve neutralizar o desânimo com a esperança.

5 - ADIAMENTO: Quantas vezes você demorou tanto para tomar uma decisão que alguém a tomou em seu lugar? Quantas vezes você demorou tanto para concluir um projeto que era tarde demais para a sua finalidade? A maioria de nós faz isso com mais frequência do que gostaria de admitir.

A procrastinação, o adiamento de uma ação até um momento posterior, mata o potencial. Se você esperar as condições prefeitas, nunca fará nada (Ec 11:4).

A ação de adiar uma decisão com frequência tem origem no desânimo. Quando nos tornamos desanimados, paramos de encontrar razões para fazer o que sabemos que podemos fazer. Então, Deus permite que sigamos nosso próprio caminho e soframos as conseqüências.
Mais cedo ou mais tarde, iremos descobrir que perdemos muito porque nos recusamos a agir quando Deus o exigiu. Com muita freqüência Ele encontrará outra pessoa para fazer o trabalho. O adiamento é um inimigo perigoso do potencial. Consome a própria essência de nosso tempo e motivação. Para maximizar sua vida você deve destruir o adiamento, eliminando todas as desculpas e motivos para não tomar uma atitude. Simplesmente faça-o! Adiar as decisões consome a própria essência de nosso tempo e motivação.
6 - FRACASSOS PASSADOS: Com muita freqüência não estamos dispostos a assumir riscos no presente, porque fracassamos no passado. O fracasso nunca é um motivo para parar de tentar. De fato, o fracasso oferece outra oportunidade para desfrutar do sucesso. O apóstolo Paulo descobriu a verdade desse princípio quando encontrou Jesus e deixou de perseguir a Cristo para pregar as boas novas da salvação de Deus (Fp 3:13-14).
Paulo estava ciente de suas falhas, mas se recusou a permitir que elas o impedissem de fazer o que ele sabia que poderia realizar. Acreditou que Deus o qual o chamou para servi-lo realizaria nele e através dele tudo que tinha como objetivo. Paulo confiou em um poder superior a ele mesmo. Paulo tinha cometido erros, mas em Cristo encontrou o motivo e a força para se levantar e continuar. Você deve fazer o mesmo ou nunca verá seu pleno potencial. Recuse-se a ser um perdedor, não importa quantas vezes tenha perdido. É melhor tentar e fracassar do que nunca tentar nada. Lembre-se de que você não pode se desenvolver olhando no espelho retrovisor. Para maximizar sua vida deve deixar o passado ser passado e deixá-lo para trás.

7 - A OPINIÃO DOS OUTROS: Abandonar os sonhos porque os outros os depreciam ou dizem que estamos loucos por tentar, enfraquece o potencial. O mesmo ocorre se mudarmos nossos planos para satisfazer as idéias e expectativas de nossa família, amigos e sócios de negócios. Satanás usa aqueles mais próximos de nós, cujo opiniões valorizamos, para chegar ao nosso potencial. Ele mata nossa visão, abalando a fé em Deus e a confiança em nós mesmos.
Em virtude do destruidor usar aqueles em quem mais confiamos para impedir-nos de transformar nossa visão em realidade, devemos aceitar que ninguém está conosco exceto Deus. Não podemos confiar em nenhum ser humano para proteger nosso potencial. Somente nós somos responsáveis.

Recusando-nos a permitir que os comentários depreciativos dos outros nos desanimem, separando-nos da influência deles quando a visão se torna ameaçada e nos apegando às ordens e direções de Deus, podemos liberar a totalidade do poder de Deus, no nosso interior.
Jesus demonstrou a importância de ignorar a opinião dos outros quando foi para Jerusalém durante a Páscoa e as multidões acreditavam nEle por causa dos milagres que fazia (João 2:24-25). Ele tinha um bom motivo para ser cauteloso com respeito à aceitação da afirmação da multidão, pois conhecia a natureza instável das pessoas. Não confiava nos gritos de aprovação nem nos seus "tapinhas nas costas". Os elogios devem ser apreciados, mas não necessários.

Você também deve ter cuidado para não permitir que as opiniões dos outros influenciem suas decisões. Não confie nos outros para trabalhar para o seu bem. Com bastante freqüência as pessoas que você pensa que estão do seu lado irão se voltar contra você e destruir o que tem trabalhado para realizar.
Lembre-se de que é preciso que você se apresente para um público de uma só pessoa, o Senhor Jesus Cristo. Quando Ele aplaudir, então, você será vitorioso.
Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o site http://www.institutojetro.com/ e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

terça-feira, 29 de junho de 2010

GRATIDÃO


A Bíblia enfatiza que a gratidão é uma atitude que agrada a Deus, vemos claramente na passagem de
Lucas 17.12 a 19.Como também em vários outros textos biblicos: Salmos 56.12,69.30;Isaías 12.1; Jeremias 33.11;Colossenses 3.17,etc...
Em Romanos 13.7, o Senhor nos exortar a honramos as pessoas merecedoras de tal.
Neste mundo competitivo em que o valor humano
é relegado, devemos atentar aos preceitos divinos e
temos o coração agradecidos.















quinta-feira, 24 de junho de 2010

CONQUISTADOR OU PIRATA

ALDO PEREIRA - Folha de São Paulo
NO SÉCULO 16 , países europeus que exploravam riquezas da América reprimiam com rigor a ação de piratas baseados em ilhas e costas continentais do Caribe: execução sumária ou condenação à forca. À primeira vista, história de mocinhos e bandidos -ou seria de bandidos e bandidos? Logo após ter descoberto o que supunha ser a Índia, Cristóvão Colombo (1451-1506) estabeleceu modelo de conduta para "los conquistadores": tortura sistemática de nativos para obter deles "segredos" de minas e garimpos de ouro, bem como para escravizá-los na extração e refino do minério. A recalcitrantes, espada civilizadora finamente forjada em Toledo. De sua parte, a Marinha britânica, ocupada então com tráfico de escravos africanos, comissionou "privateers" (navios corsários) para pirataria seletiva contra galeões espanhóis carregados desse ouro.
Frances Drake (1540-1596) e Henry Morgan (1635-1688), célebres corsários, receberiam pela patriótica missão o título honorífico de "sir". A distinção entre piratas, conquistadores e corsários continua ambígua. Sem explicitar nomes, o principal executivo da UMG (Universal Music Group) vocifera contra engenhocas do tipo iPod: "Repositórios de música roubada!". Também se têm visto e ouvido na mídia proclamações de que baixar, copiar ou comprar músicas e programas sem pagar royalties é "pirataria".
Com a forca fora de moda, detentores de "propriedade intelectual" reclamam ao menos cadeia para "piratas". "Propriedade intelectual" é campo de disputa em que convergem três interesses legítimos e interdependentes, mas conflitantes: 1) o dos autores, sem os quais não teríamos inovação e avanço na cultura; 2) o de firmas como editoras, gravadoras e programadoras, que assumem riscos lotéricos de produção, distribuição e promoção (em média, dos mais de 40 livros que a Random House edita por semana, 35 dão prejuízo ou lucro zero); e 3) o direito público à liberdade de expressão, ao saber e ao cultivo do espírito pela arte. Sem esse terceiro direito, a vida cultural estagnaria, porque se realimenta do que ela própria produz. Nenhuma criação é absolutamente original, mas produto da tradição cultural do meio em que o autor se forma. Por isso, direito autoral deveria constituir não propriedade, mas apenas licença de usufruto econômico exclusivo durante certo prazo, como a concedida a patentes. Em criações de pessoa física, tal licença poderia ser vitalícia, embora não hereditária. O que tem ocorrido, porém, é progressiva usurpação do direito público em favor da "propriedade intelectual", sobretudo corporativa. Isto é, acumulação de privilégios desfrutados por cartéis e outros grupos que em geral os têm obtido pelo suborno sistemático de legisladores e burocratas, prática mais elegantemente referida como lobby ("antessala"). No reinado de Pedro 1º, toda obra literária caía em domínio público dez anos após a publicação. O regime republicano dilatou o privilégio para 50 anos contados do 1º de janeiro subsequente à morte do autor (Lei Medeiros e Albuquerque, nº 496, de 1898). Esse prazo é hoje de 70 anos.
Todas as mudanças legais introduzidas desde 1898 têm ampliado o direito individual e corporativo de exploração econômica das obras à custa de progressiva restrição do domínio público, isto é, em prejuízo da dimensão social da cultura. A involução legal brasileira reflete a globalização dos mercados da "propriedade intelectual". Acordos e convenções que conferem direito proprietário de corporações a criações culturais têm sido extorquidos a governantes covardes e/ ou venais do mundo subdesenvolvido, estratégia que se completa pelo citado suborno legislativo. Colonialismo por outros meios. O abuso é mais nítido na exploração autoral póstuma, onde o Congresso americano, creia, tem-se mostrado ainda mais venal que o brasileiro. Segundo Lawrence Lessig, professor de direito da Universidade Stanford, à medida que o camundongo Mickey envelhece e se arrisca a cair em domínio público, o lobby da Walt Disney obtém mais alguns anos de sobrevida para o respectivo "copyright". Em 1998, o Congresso dos EUA estendeu a proteção póstuma a 95 anos: no caso de Mickey, até 2061. Lessig enumera 11 extensões semelhantes concedidas nos últimos 40 anos em favor da indústria de som e imagem.
Nesse drama, decerto lhe seria difícil escolher entre o papel de conquistador e o de pirata. Resigne-se, então, ao do submisso e espoliado nativo.
ALDO PEREIRA , 77, é ex-editorialista e colaborador especial da Folha.
Fonte: http://www.folha.uol.com.br/

via http://a2kbrasil.org.br