Uma Reverência e um Beijo
Philip Yancey
(Christianity Today, maio de 2005, Vol. 49, Nr. 5, Página 80)
A adoração verdadeira revela tanto a amizade quanto o temor a Deus
O cristianismo afirma um lugar único entre as religiões do mundo. Nossa fé fala de um Deus diante de quem os mais poderosos santos tiram os sapatos, curvam-se, rosto em terra, e arrependem-se no pó e na cinza. Ao mesmo tempo, ela afirma um Deus que veio à terra, como um bebê, que mostrou carinhosa misericórdia para com as crianças e os fracos, que nos ensinou a chamá-lo de Aba, que amou e foi amado. Os teólogos dizem que Deus é transcendente e imanente. Deus inspira, ao mesmo tempo, respeito e amor, temor e amizade.
Para os mais modernos, no entanto, o sentimento de respeito surge com muita dificuldade. Domesticamos os anjos até transformá-los em brinquedos de pelúcia e ornamentos natalinos, fazemos cartões de São Pedro nos portões do céu, amansamos o fenômeno da Páscoa com coelhos desajeitados e substituímos o respeito dos pastores e dos magos por duendes fofinhos e um homem divertido vestido de vermelho. O Deus todo-poderoso ganhou apelidos, como ‘O Grande Cara’ e ‘O Homem Lá de Cima’.
Em fevereiro de 2005, esta revista publicou um artigo que trata de um assunto que me irrita. Qual foi o processo que levou a palavra adoração tornar-se sinônimo de música? Por muitos meses, minha igreja procurou um ‘pastor de adoração’ e houve um desfile de candidatos para uma audição, com seus violões e grupos vocais. Sim, alguns deles oraram: ‘Senhor, apenas o Senhor sabe, esteja verdadeiramente conosco esta noite e deixe-nos saber que está aqui’. Ninguém mostrou muito conhecimento de teologia e, seguramente, ninguém nos levou a sentir algo como respeito. Hoje, adoração significa preencher com barulho qualquer espaço de silêncio.
Saúdo o sentimento de celebração e alegria aparente em muitas músicas atuais. Ainda assim, espanta-me o que deixamos de lado quando tentamos reduzir a distância entre a criatura e o Criador, distância essa tão eloquentemente expressa por Jó, Isaías e os salmistas. João, o discípulo a quem Jesus amava, que reclinara a cabeça sobre Jesus, registrou, em Apocalipse, que caiu aos seus pés como morto, quando Jesus apareceu em toda sua glória.
O estilo de adoração oscila de cá para lá, como um pêndulo, do ortodoxo ao doukhobors, do anglicanismo aos quacres, do luteranismo ao moravianismo, de igrejas aprovadas e estabelecidas às igrejas contracultura emergentes; e, talvez, precisemos de um pouco das duas. Certa vez, Sören Kierkegaard disse que lidamos com a adoração como se o pastor e o coro fossem atores, e a congregação, a audiência, quando, em vez disso, Deus deveria ser a audiência; o pastor e o coro, os incitadores; e a congregação, os verdadeiros participantes. O que apresenta uma questão interessante: que tipo de música Deus prefere? Parece que temos muito tempo para aprender a resposta a essa pergunta, pois Apocalipse apresenta muitas cenas de criaturas adorando Deus por meio da música e da oração.
Abraham Heschel, eticista e escritor judeu, fez a seguinte observação: “Respeito, ao contrário do temor, não nos faz encolher diante do objeto de respeito, antes, leva-nos para perto dele”. E a Martinho Lutero disseram que ele devia orar com a reverência de estar se dirigindo a Deus, e a ousadia de estar se dirigindo a um amigo.
Um líder de adoração, que causa um crescente impacto na música cristã, tenta manter em criativa tensão esses dois elementos de respeito e temor. Matt Redman, autor de canções como Heart of Worship [Coração de adoração], Better Is One Day [Um dia melhor] e Let My Words Be Few [Que minhas palavras sejam poucas], lidera o grupo Soul Survivor, que se reúne em grande armazém em Londres, Inglaterra. Certo ano, Redman e seu pastor, preocupados com o fato da música de adoração ter se tornado o foco dos músicos, em vez de Deus, deram um audacioso passo e eliminaram totalmente a música do culto de adoração. Após esse período de ‘jejum’, ele emergiu com uma nova compreensão de adoração. Conforme declarou em uma entrevista no rádio:
[Adoração] é mais bem resumida em Ef 5.10, que afirma: “Aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor.” Se você falar sobre música, na verdade, quer fazer uma oferta que o agrade e, obviamente, ele não está preocupado com a música em si, o estilo ou se você toca no tempo certo e coisas assim. Quando você despeja seu coração na música e apóia isso com sua vida, esse, provavelmente, é um coração de adoração.
Um disco de Redman, lançado em 1998, chamado The Friendship and the Fear [A amizade e o temor], retirou seu título de um versículo do Salmos 25: “O Senhor confia os seus segredos aos que o temem, e os leva a conhecer a sua aliança” (v. 14). Redman continua a explorar a região fronteiriça entre o respeito e o temor, pois a autêntica adoração engloba ambos. Essa é a resposta apropriada, quando o Deus santo faz um convite à intimidade para o ser humano imperfeito. No Antigo Testamento hebraico, a palavra original para adoração significava ‘curvar-se em reverência e submissão’. No Novo Testamento, a palavra grega mais usada para adoração significa ‘apresentar-se para beijar’. Entre esses dois significados – ou em uma combinação de ambos – encontra-se nosso melhor caminho para Deus.
Tradução Lena Aranha
Christianity Today - Vol 49 Nr 5
segunda-feira, 31 de maio de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
Pr. Nivaldo de Souza
Tive o privilégio de compartilhar um final de semana com o Pr. Nivaldo e sua amada família.
Familia dedicada a Obra do Senhor.
Enfim, fui grandemente abençoado, pelo ministério deste pastor e sua familia.
Deus os abençõe grandemente e toda a congregação Batista da Abadia, em Uberaba, MG
Familia dedicada a Obra do Senhor.
Enfim, fui grandemente abençoado, pelo ministério deste pastor e sua familia.
Deus os abençõe grandemente e toda a congregação Batista da Abadia, em Uberaba, MG
quinta-feira, 27 de maio de 2010
HOMENAGENS
Pr. Celair Winverson Orlando,
Prestará uma singela, porém mui digna homenagem,dia 26/06/2010 ás 19.30hs, ao Pr.
Francisco Luiz Messias e esposa(in memorian), pela sua instrumentalidade ao Reino de
Deus e especial a esta igreja;
A Missionária Sônia, primeira obreira;
Pr. Nivaldi de Abreu, pela sua dedicação esforços incansáveis;
E os pastores: João Manoel e Maeli
Por ocasião das comemorações de aniversário desta igreja,
preletor:
Nivaldo de Souza, da CB Alto da Abadia, Uberaba-MG
quarta-feira, 26 de maio de 2010
COMO NÃO TRAIR JESUS - John Piper
Para tornar os outros alegres em Deus com uma alegria eterna, nossa vida deve mostrar que ele é mais precioso do que a vida. "Porque a tua graça é melhor do que a vida, os meus lábios te louvam" (SI 63.3). Para conseguir isso é preciso fazermos escolhas de vida sacrificiais, baseadas numa certeza de que o engrandecer a Cristo por meio de generosidade e misericórdia realmente satisfaz muito mais do que o egoísmo. Se "caímos fora" de um risco para ficarmos seguros, jogamos a vida fora. Este capítulo é sobre o estilo de vida que pode evitar que isso aconteça.Como não trair JesusSe Cristo é um tesouro que satisfaz totalmente e promete cuidar de todas as nossas necessidades, então viver como se tivéssemos os mesmos valores que o mundo tem seria trair Jesus. Estou pensando principalmente em como usamos nosso dinheiro e como nos sentimos sobre nossas posses. Ouço as palavras de Jesus que nos perseguem: "Não vos inquieteis, dizendo: 'Que comeremos' ou 'Que beberemos' ou 'Com que nos vestiremos?' Porque os gentios é que procuram todas estas coisas" (Mt 6.31,32). Em outras palavras, se damos a impressão de que nossa vida é dedicada a obter e manter coisas, então seremos iguais ao mundo, e isso não valorizará Cristo. Ele ficará parecendo um interesse marginal religioso que poderá ser útil para escapar do inferno no final, mas que não faz muita diferença em nosso modo de viver e amar aqui. Ele não aparentará ser um tesouro que satisfaz totalmente. E isso não fará outros se alegrarem em Deus.Se somos peregrinos e forasteiros na terra (lPe 2.11), se nossa cidadania está no céu.(Fp 3.20), se nada pode separar-nos do amor de Cristo (Rm 8.35), se o amor firme e constante dele é melhor do que a vida (SI 63.3) e se toda tribulação está produzindo para nós um eterno peso de glória (2Co 4.17), então vamos entregar aos ventos nossos temores e "buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça" (Mt 6.33). Consideraremos tudo como refogo em comparação com Cristo (Fp 3.7,8). Aceitaremos "com alegria o espólio de nossos bens" por amor a atos impopulares de misericórdia (Hb 10.34). Escolheremos "antes ser maltratados com o povo de Deus do que usufruir prazeres transitórios de pecado", e consideraremos "o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito" (Hb 11.25,26).Por que as pessoas não nos perguntam sobre nossa esperança?Não há dúvida que se vivêssemos mais assim, seria mais provável o mundo considerar saber se Jesus é um Tesouro que satisfaz totalmente. Ele pareceria ser um tesouro. Quando foi a última vez que alguém lhe perguntou sobre "a razão da esperança que está em você"? Foi para responder essa pergunta que Pedro disse que deveríamos estar sempre prontos: "Estai sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós" (lPe 3.15).Por que as pessoas não nos perguntam pela nossa esperança? A resposta provavelmente é que parecemos esperar as mesmas coisas que elas esperam. Nossa vida não parece estar na estrada do Calvário, despojada para o amor sacrifícial, servindo outros com a doce certeza de que nós não precisamos ser recompensados nesta vida. Nossa recompensa é grande no céu (Mt 5.12). "Tua recompensa tu receberás na ressurreição dos justos" (Lc 14.14). Se crêssemos nisso mais profundamente, outros poderiam ver o valor de Deus e encontrar nele sua alegria.A credibilidade de Cristo depende de como nós usamos nosso dinheiroA questão de dinheiro e estilo de vida não é um assunto secundário na Bíblia. A credibilidade de Cristo no mundo depende dela. "Quinze por cento de tudo que Cristo disse está relacionado a esse tópico - mais do que seus ensinos sobre o céu e o inferno juntos".[ Ouça esse refrão que perpassa todos seus ensinos: • "Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então vem e segue-me" (Mc 10.21).
• "Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus ... Mas ai de vós, os ricos! Porque tendes a vossa consolação" (Lc 6.20,24). • "Todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo" (Lc 14.33).• "... é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus" (Lc 18.25).• "A vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui" (Lc 12.15).• "Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mt 6.33).• "Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós bolsas que não desgastem... nos céus" (Lc 12.33).• "Zaqueu... disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens ... E Jesus lhe disse: 'Hoje houve salvação nesta casa'" (Lc 19.8,9). «^"O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e a compra" (Mt 13.44).• "... [Jesus] viu certa viúva pobre lançar ali duas pequenas moedas.E disse: 'Verdadeiramente vos digo que esta viúva pobre deu mais do que todos'" (Lc 21.2,3).• "... Deus lhe disse: 'Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o quetens preparado, para quem será?' Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus" (Lc 12.20,21).• "As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça... Segue-me" (Lc 9.58,59).
quarta-feira, 19 de maio de 2010
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