quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A IGREJA QUE NÃO EXISTE MAIS


"Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos.” At 2. 43-47


 Na época do surgimento da Igreja do Novo Testamento, a palavra igreja significava, apenas, uma reunião qualquer de um grupo organizado ou não. Assim, o texto nos revela que havia um grupo organizado em torno de sua fé (Todos os que criam estavam unidos) – todos acreditavam em Cristo. Segundo o texto, os participantes do grupo do Cristo não tinham propriedade pessoal, tudo era de todos (tinham tudo em comum)– os membros desse grupo vendiam suas propriedades e bens e repartiam por todos – e isso era administrado a partir da necessidade de cada um; e se reuniam todos os dias no templo; e pensavam todos do mesmo jeito, primando pelo mesmo padrão de vida (unânimes); e comiam juntos todos os dias, repartidos em casas, que, agora, eram de todos, uma vez que não havia mais propriedade particular; e eram alegres e de coração simples; e viviam a louvar a Deus; e todo o povo gostava deles, e o grupo crescia diariamente. Diariamente, portanto, havia gente acreditando em Cristo, se unindo ao grupo, abrindo mão de suas propriedades e bens e colocando tudo a disposição de todos.

Essa Igreja era a Comunhão dos santos – chamados e trazidos para fora do império das trevas, para servirem ao Criador, no Reino da Luz. Essa Igreja não precisava orar por necessidades materiais e sociais, bastava contar para os irmãos, que a comunidade resolvia a necessidade deles. Deus havia respondido, a priori, todas as orações por necessidades materiais e sociais, fazendo surgir uma comunidade solidária. O pedido: “O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. (MT 6.9) ” estava respondido, e diariamente. Então, para haver o “pão nosso” não pode haver o pão, o bem ou a propriedade minha, todos os bens e propriedades têm de ser de todos.

Mais tarde, eles elegeram um grupo de pessoas, chamadas de diáconos – garçons, para cuidar disso (At 6.3). Então, diante de qualquer necessidade, bastava procurar os garçons, que a comunidade cuidava de tudo. Era o princípio do direito: se alguém tinha uma necessidade, a comunidade tinha um dever.

Essa Igreja não existe mais!

“Está doente algum de vós? Chame os anciãos da igreja, e estes orem sobre ele, ungido-o com óleo em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.” Tg 5.14,15 Os membros da comunidade do Cristo não precisavam orar por cura física, bastava procurar os presbíteros: lideres eleitos pelo povo, a partir de suas qualidades como cristãos (1Tm 3.1-7); que eles ungiriam com óleo, que representa a ação do Espírito Santo, porque é o Espírito Santo, quem unge e cura (Lc 4.18), e a pessoa seria curada; claro, sempre segundo a vontade do Senhor, porque essa é a regra de ouro: “Venha o teu Reino, seja feita a tua vontade, assim na Terra como no Céu. (MT 6.10)”

Os crentes em Jesus de Nazaré, não precisavam fazer varredura espiritual para ver se tinham qualquer problema, parecido com o que hoje é chamado de maldição hereditária, ou similar. A oração dos presbíteros ministrava o perdão de Deus, conquistado por Cristo na cruz e na ressurreição. Deus havia respondido todas as orações por cura física pela instituição de presbíteros, que tinham a autoridade para ministrar o poder de Cristo sobre a enfermidade, segundo a vontade de Deus, dependendo, portanto, apenas, do que o Altíssimo tivesse decidido sobre a pessoa em questão.

Essa Igreja não existe mais!

Pelo que orava a Igreja do Novo Testamento? “Mas eles ainda os ameaçaram mais, e, não achando motivo para os castigar, soltaram-nos, por causa do povo; porque todos glorificavam a Deus pelo que acontecera; pois tinha mais de quarenta anos o homem em quem se operara esta cura milagrosa. E soltos eles, foram para os seus, e contaram tudo o que lhes haviam dito os principais sacerdotes e os anciãos. Ao ouvirem isto, levantaram unanimemente a voz a Deus e disseram: Senhor, tu que fizeste o céu, a terra, o mar, e tudo o que neles há; que pelo Espírito Santo, por boca de nosso pai Davi, teu servo, disseste: Por que se enfureceram os gentios, e os povos imaginaram coisas vãs? Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma, contra o Senhor e contra o seu Ungido. Porque verdadeiramente se ajuntaram, nesta cidade, contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, não só Herodes, mas também Pôncio Pilatos com os gentios e os povos de Israel; para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho predeterminaram que se fizesse. Agora pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças, e concede aos teus servos que falem com toda a intrepidez a tua palavra, enquanto estendes a mão para curar e para que se façam sinais e prodígios pelo nome de teu santo Servo Jesus. E, tendo eles orado, tremeu o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com intrepidez a palavra de Deus.” At 4.21-31 Oravam para que nenhum sofrimento os impedisse de glorificar a Cristo, de anunciá-lo com coragem e determinação – o Cristo que eles viviam diariamente pela fraternidade solidária. Oravam por missão!

Para além da Igreja que está sob perseguição, não há sinal de que essa Igreja ainda exista!

O que existe?

A Comunhão dos santos existe na realidade da Igreja invisível. Mas, que relevância tem na história uma igreja invisível? Ajuntamentos cúlticos – há os que procuram se pautam pela Bíblia, e os que nem tanto. Instituições – (muitas e cada vez mais) há as que ainda tentam ser apenas um odre para o vinho, e as que nem tanto. Discursos sobre Cristo e sua obra – há os que falam sobre Jesus, segundo a Bíblia, e os que nem tanto. Conversões pessoais – há as que trazem marcas do Novo Testamento, e as que nem tanto. Missionários – há os que pregam a Cristo, sua morte e ressurreição, e os que nem tanto.

O apoio ao missionário está mais para esmola do que para sustento. Ação social – há as que querem emancipar o pobre, por amor a Cristo, e as que nem tanto. Pastores e Lideres – há os que tentam alcançar o padrão dos presbíteros do Novo Testamento, e os que tanto menos. Títulos - em profusão, constratanto com a escassez de irmãos. Orações - principalmente, por necessidades materiais, sociais e de cura, que parecem não ser respondidas, pelo menos, não a contento. Milagres – (mas pessoais) a misericórdia divina continua se manifestando, porém, não se entende mais o princípio de sua ação. Ministérios – há os que são ministros (servos), e os que nem tanto.

Riqueza – Instituições estão cada vez mais ricas, e há os que usufruem da mesma. Ricos e Poderosos - muitos e cada vez mais se declaram conversos, mas não se converteram como Zaqueu. Irmãos e irmãs que amam a Cristo e a Igreja, mas que estão cada vez mais confusos sobre o que estão assistindo – e há, cada vez mais, um amor em crise. E ecoa a voz do CristoContudo quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra? (Lc 18.8).

Talvez, ainda haja tempo de pedir perdão!
 Por Ariovaldo Ramos

Fonte: ariovaldoramos.com.br

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

MORRERAM DIÁCONOS


Que Deus continue levantando pessoas qualificadas para servir como
verdadeiros diáconos, diaconisas ou servos da igreja.

Atos 6, 7, 8

Morreu – Atos 7:60 e 8:1
- Morreu o primeiro mártir do Cristianismo e também o primeiro nome na
relação dos 7 diáconos escolhidos para servir as mesas e tratar da
viúvas.
- Morreu não só por ser diácono, mas por ser cheio de fé e do Espírito
Santo. (At 6:5)
- Morreu por fazer prodígios e grandes sinais entre o povo (At 6:8) e
isso incomoda a muitos.
- Morreu um homem que viram o seu rosto como de um anjo. (At 6:15)
- Morreu aquele que “cheio do Espírito Santo, viu a glória de Deus, e
Jesus, que estava à direita de Deus;” (At 7:55)
- Morreu aquele que disse: “Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do
homem, que está em pé à mão direita de Deus.” (AT 7:56)
- Foi morto brutalmente aquele que mesmo sendo apedrejado, sem motivo,
no último instante de sua vida soube perdoar e pedir de Deus o perdão
sobre este pecado daqueles que o apedrejavam. (At 7:60)

Estêvão – O primeiro nome na lista dos PRIMEIROS DIÁCONOS escolhidos
na história da igreja primitiva. Vejamos:

Na multidão dos discípulos (At 6:2) foram escolhidos sete homens com o
seguinte perfil:
- “Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação,
cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre
este importante negócio.” (AT 6:3)

São eles: (At 6:5)
1 – Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo,
2 – Filipe
3 – Prócoro
4 – Nicanor
5 – Timão
6 – Parmenas
7 – Nicolau, prosólito de Antioquia.

Estêvão teve:
a) – Uma vida no altar do Senhor. (At 6:15)
b) – Uma vida que tinha intimidade com a palavra de Deus, ao ponto de
contar toda a história de que lhe argüiram. (At 7:2-52)
c) – Uma vida de oração. (At 7:59, 60)
d) – Uma vida cheia do Espírito Santo. (At 6:3, 5, 10 e 7:55)
e) – Uma vida íntegra ao ponto de ver Jesus em pé à direita de Deus.
(At 7:55, 56)

Estêvão foi morto. A partir daí nasceram mais igrejas em outros
lugares com a perseguição que se deu à igreja de Cristo.
Mais pessoas foram alcançadas e se converteram ao Evangelho de Cristo.
Foi Necessário escolher mais pessoas dignas, provadas e aprovadas, ao
ponto de em I Timóteo 3:8-13 lermos os requisitos para se escolher um
diácono. Vejamos:
“Da mesma sorte os diáconos sejam:
- honestos, respeitáveis, dignos,
- não de língua dobre, homens de palavra (Sim, é sim; e não, é não),
- não dados a muito vinho,
- não cobiçosos de torpe ganância; nem de lucros desordenados;
- guardando o mistério da fé numa consciência pura.
- e também estes sejam primeiro provados,
- irrepreensíveis.
- maridos de uma só mulher,
- e que governem bem seus filhos e sua casa.”

Deus continua levantando pessoas para serem diáconos na Sua obra.
Pessoas que se dispõem a:
a) – Ter uma vida no altar do Senhor, independente de onde estiver.
b) – Ter intimidade com a Palavra de Deus; amando-a e vivendo-a.
c) – Cultivar uma vida de oração.
d) – Manter uma vida cheia do Espírito Santo.
e) – Refletir uma vida íntegra.

Dia 13/11 - 2º. Domingo – Dia do Diácono Batista
Igreja valorize seus diáconos.
Diácono valorize sua igreja, seu ministério, seus necessitados.

A igreja de Jesus Cristo precisa de pessoas assim, sempre dispostas a servir.
O mundo precisa de pessoas assim.
Deus a todos abençoe.
Na paz do Senhor Jesus Cristo,
Rosana Nazar.