sábado, 1 de dezembro de 2012
Ovelha Magra: A igreja sem porta
Ovelha Magra: A igreja sem porta: Bom seria se todos pudessem enxergar que o Cordeiro de Deus tirou o pecado do mundo e que agora, já, neste exato momento, eternamente, ...
terça-feira, 20 de novembro de 2012
A Queda do Palmeiras e a Obra Missionária - David Botelho
Queridos
Fiquei realmente admirado de ver o sofrimento de muitos palmeirenses há alguns dias. Vi os comentaristas analisando a queda do Palmeiras para a segunda divisão e as reportagens mostraram alguns rostos sofridos e chorosos.
Impressionante ver tal sofrimento!
Erros foram cometidos pelo presidente, técnico, jogadores e torcida que foram analisados à exaustão.
1 - O presidente aceitou algumas sugestões de compra de jogadores que não corresponderam, contratou um técnico com valores astronômicos e foi omisso na maioria das vezes, quando se exigia uma presença mais marcante e chegou a ir até a Europa num momento crítico.
2 - O técnico contratou muitos jogadores que não resolveram a situação. Não soube conquistar o time, pois foi auto-suficiente e ou autoritário e quando a situação se descontrolou deixou o barco, e não o Barcos, um grande jogador de nacionalidade argentina. Além de que priorizou a Copa do Brasil em vez de ter investido simultaneamente nos dois campeonatos.
3 - Os jogadores não deram tudo o que podiam, exceto dois deles que todos reconhecem que foram o experiente Marcos Assunção e o Barcos. Eles tremeram em algumas situações e precisaram de ser motivados pelo novo técnico contratado e começaram a reagir tarde.
4 - Parte da torcida agiu tempestivamente, descontroladamente e com certa violência, o que prejudicou todo o trabalho ao causar a perda do mando de campo - o que levou o time a viajar muito, chegar desgastado. A torcida não foi fundamental para ajudar o time a virar o placar como uma força extra-campo.
O paralelo com respeito a missões transculturais é:
1 - A maioria dos pastores não tem levado a sério a obra missionária transcultural e quando aparece algum candidato interessado não investe nele para que tenha um treinamento adequado - e investe valores astronômicos para fazer templos suntuosos para se reunirem somente um dia por semana, instrumentos caríssimos e é omisso com os não alcançados. Outra coisa é que devem fazer é agir simultaneamente pensando no local e até aos confins da terra e não priorizar o local em detrimento dos confins.
2 - Muitos líderes de missões são ufanistas e não tem analisado o contexto e vivem do passado com métodos ultrapassados em sua maioria. Muitos se queixam de uma região chamada 10-40 que precisa de pessoas determinadas e comprometidas. Não priorizam a tradução da bíblia e as tribos indígenas brasileiras.
3 - Muitos missionários correm de um lado para outro, não focam um povo e quando encontram dificuldades correm dos desafios. Uma partida de vida e morte precisa de comprometidos como dois dos jogadores palmeirenses, e escolhemos as vidas de William Carey e Hudson Taylor no passado e nos dias atuais temos os exemplos de Ronaldo Lidório e Analzira Nascimento.
4 - Muitos crentes são críticos de missões e tem feito estrago no movimento, pois investem seus esforços e recursos em ministérios onde beneficiam os bolsos dos donos dos ministérios e se fossem comprometidos com o dono do time e com o time poderiam ver o término da tarefa em nossa geração. Muitos missionários passam dificuldades porque não recebem o apoio dos crentes como um todo, pois a média de investimento transcultural é de apenas R$ 1,30 por ano.
O que fazer para que muitos crentes tenham a mesma paixão e compaixão pelos povos não alcançados como os torcedores palmeirenses estão sentindo pelo seu time?
David Botelho
Missão Horizontes - http://www.mhorizontes.org.br/
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
A primeira, do grego, significa descobrimento. Ora, quando os gregos mencionavam esta palavra alethéia eles queriam chegar a uma verdade, mas uma verdade descoberta pela razão. Já a palavra de origem latina, veritas, também significa verdade, mas um tipo de verdade assumido pelos fatos, pela comprovação dos fenômenos. A terceira, emunah, que também significaria verdade, porém a busca da verdade pela confiança.
Bom, por que estou falando sobre estas coisas?
Por uma simples questão. O terceiro significado enunciado pela verdade, a emunah, pode não ser tão importante para a ciência, mas é essencial para a busca de amigos. Quando escolhemos um amigo, inevitavelmente, contamos com a confiança e a verdade que este amigo possa nos ser fiel. Não há como ter amigos sem reconhecer algo de confiável e de verdadeiro na pessoa eleita.
João 15:15
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Em torno do século III D.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge de Anicii. Filho de pais cristãos, converteu-se a Cristo ainda na infância, quando passou a temer a Deus e a crer em Jesus como seu único e suficiente salvador pessoal. Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe, após a morte de seu pai. Tendo ingressado para o serviço militar, distinguiu-se por sua inteligência, coragem, capacidade organizativa, força física e porte nobre. Foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade.
Tantas qualidades chamaram a atenção do próprio Imperador, que decidiu lhe conferir o título de Conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções. Nessa mesma época, o Imperador Diocleciano traçou planos para exterminar os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses. Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande coragem sua fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens.
Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "O QUE É A VERDADE?". Jorge respondeu: "A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e nEle confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade." Como Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o Imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Porém, este santo homem de DEUS jamais abriu mão de suas convicções e de seu amor ao SENHOR Jesus. Todas as vezes em que foi interrogado, sempre declarou-se servo do DEUS Vivo, mantendo seu firme posicionamento de somente a Ele temer e adorar.
Em seu coração, Jorge de Capadócia discernia claramente o própósito de tudo o que lhe ocorria: “... vos hão de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Isso vos acontecerá para que deis testemunho”. (Lucas 21.12:13 – Grifo nosso). A fé deste servo de DEUS era tamanha que muitas pessoas passaram a crer em Jesus e confessa-lo como SENHOR por intermédio da pregação do jovem soldado romano. Durante seu martírio, Jorge mostrou-se tão confiante em Cristo Jesus e na obra redentora da cruz, que a própria Imperatriz alcançou a Graça da salvação eterna, ao entregar sua vida ao SENHOR. Seu testemunho de fidelidade e amor a DEUS arrebatou uma geração de incrédulos e idólatras romanos.
Por fim, Diocleciano mandou degolar o jovem e fiel discípulo de Jesus, em 23 de abril de 303. Logo a devoção a “São” Jorge tornou-se popular. Celebrações e petições a imagens que o representavam se espalharam pelo Oriente e, depois das Cruzadas, tiveram grande entrada no Ocidente. Além disso, muitas lendas foram se somando a sua história, inclusive aquela que diz que ele enfrentou e amansou um dragão que atormentava uma cidade...
Em 494, a idolatria era tamanha que a Igreja Católica o canonizou, estabelecendo cultos e rituais a serem prestados em homenagem a sua memória. Assim, confirmou-se a adoração a Jorge, até hoje largamente difundida, inclusive em grandes centros urbanos, como a cidade do Rio de Janeiro, onde desde 2002 faz-se feriado municipal na data comemorativa de sua morte.
Jorge é cultuado através de imagens produzidas em esculturas, medalhas e cartazes, onde se vê um homem vestindo uma capa vermelha, montado sobre um cavalo branco, atacando um dragão com uma lança. E ironicamente, o que motivou o martírio deste homem foi justamente sua batalha contra a adoração a ídolos...
Apesar dos engano e da cegueria espiritual das gerações seguintes, o fato é que Jorge de Capadócia obteve um testemunho reto e santo, que causou impacto e ganhou muitas almas para o SENHOR. Por amor ao Evangelho, ele não se preocupou em preservar a sua própria vida; em seu íntimo, guardava a Palavra: “ ...Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte” (Filipenses 1.20). Deste modo, cumpriu integralmente o propósito eterno para o qual havia nascido: manifestou o caráter do SENHOR e atraiu homens e mulheres para Cristo, estendendo a salvação a muitos perdidos.
Se você é devoto deste celebrado mártir da fé cristã, faça como ele e atribua toda honra, glória e louvor exclusivamente a Jesus Cristo, por quem Jorge de Capadócia viveu e morreu. Para além das lendas que envolvem seu nome, o grande dragão combatido por ele foi a idolatria que infelizmente hoje impera em torno de seu nome.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
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